Se o mestre Vieira tinha a estética do tirano, o discípulo Rui Costa tem a tragédia da nostalgia. Não fiz bem as contas, mas, matematicamente, talvez Rui ainda seja o pequeno da fotografia a preto e branco a segurar uma taça. O capitão. O símbolo. Mas o tempo passa; e a História está cheia de rostos afáveis ao serviço de projectos duvidosos. É essa a grande armadilha. Rui Costa é a encarnação da ambiguidade. Um símbolo empalhado em glória. Um ex-miúdo usado como escudo emocional
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